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Johan Huizinga (1872–1945) foi um historiador e linguista holandês, considerado um dos precursores da história das mentalidades e da história cultural moderna. Diferente dos historiadores de sua época, focados na política e na economia, Huizinga interessava-se pelas "formas de vida" e pelas emoções coletivas do passado, buscando entender o "espírito" de uma época através de sua arte, literatura e rituais. Além de sua obra sobre a Idade Média, ele é mundialmente célebre pelo livro Homo Ludens (1938), onde analisa a importância do elemento lúdico (o jogo) na gênese e desenvolvimento da cultura humana. Sua abordagem era caracterizada por uma escrita quase literária e uma profunda sensibilidade estética, tratando a história não apenas como uma ciência, mas como uma forma de arte interpretativa.

Publicada originalmente em 1919 (Herfsttij der Middeleeuwen), esta obra é um estudo monumental sobre a vida, o pensamento e a arte na França e nos Países Baixos durante os séculos XIV e XV. A tese central de Huizinga desafia a visão tradicional (como a de Burckhardt) que via esse período como o "amanhecer do Renascimento". Para Huizinga, o final da Idade Média foi, na verdade, uma época de esgotamento e "supermaturidade", marcada por um pessimismo profundo, uma obsessão macabra com a morte e um formalismo exagerado. Ele descreve uma sociedade que tentava embelezar a dureza da vida com rituais de cavalaria decadentes e uma piedade religiosa excessiva, retratando o período não como um início, mas como um pôr do sol (um "outono") melancólico e violento de uma civilização que estava desaparecendo.

O Declínio da Idade Média

R$ 100,00Preço
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