Sobre o autor
-Epicteto (c. 50–135 d.C.) foi um filósofo grego da tradição estoica, nascido em Hierápolis, na Frígia, e levado ainda jovem para Roma como escravo. Após conquistar a liberdade, dedicou-se ao ensino da filosofia, tornando-se um dos principais representantes do estoicismo romano ao lado de Sêneca e Marco Aurélio. Seu pensamento concentra-se na distinção entre aquilo que depende de nossa vontade e aquilo que está fora de nosso controle, defendendo o domínio das paixões, a disciplina interior e a aceitação racional dos acontecimentos como caminhos para a liberdade e a serenidade. Epicteto não deixou textos escritos diretamente, e seus ensinamentos foram preservados principalmente por seu discípulo Arriano.-Dante Alighieri (1265–1321) foi um poeta, filósofo e pensador político florentino, considerado uma das maiores figuras da literatura ocidental e um dos principais responsáveis pela consolidação da língua italiana. Autor da monumental Divina Comédia, participou intensamente das disputas políticas de Florença e passou grande parte da vida no exílio, experiência que marcou profundamente sua produção intelectual. Além da poesia, dedicou-se a questões de filosofia, moral, linguagem e organização política, procurando conciliar elementos da tradição clássica com o pensamento cristão medieval.
Sobre a obra
-Máximas de Epicteto reúne pensamentos e ensinamentos fundamentais da filosofia estoica atribuídos ao mestre grego, apresentando orientações práticas sobre virtude, liberdade, sofrimento, desejos, dever e domínio de si. Em formulações breves e diretas, o leitor é convidado a concentrar seus esforços naquilo que pode efetivamente controlar — suas opiniões, escolhas e atitudes — e a aceitar com equilíbrio os acontecimentos externos. A obra constitui uma síntese acessível da ética estoica e permanece atual por sua reflexão sobre autocontrole, adversidade e construção de uma vida guiada pela razão e pela virtude.
-A Monarquia (De Monarchia) é um tratado político escrito em latim no qual Dante defende a necessidade de uma autoridade imperial universal capaz de assegurar a paz, a justiça e as condições necessárias ao pleno desenvolvimento da humanidade. O autor discute a legitimidade do Império Romano, a natureza do poder temporal e, sobretudo, a relação entre a autoridade política do imperador e a autoridade espiritual do papa, sustentando que ambas possuem finalidades próprias e não devem ser confundidas. A obra ocupa lugar fundamental na história do pensamento político medieval por sua reflexão sobre soberania, Igreja, Estado e autonomia do poder civil.
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R$ 90,00Preço
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