Brás do Amaral (Brás Hermenegildo do Amaral, 1861–1949), natural do Brasil (nascido em Salvador, Bahia), foi médico, professor, político e, acima de tudo, um dos maiores historiadores baianos da primeira metade do século XX. Membro fundamental e presidente histórico do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), ele dedicou sua vida intelectual a resgatar, documentar e defender a memória de seu estado. Pertencente a uma geração de historiadores tradicionais e de imensa erudição, Brás do Amaral escrevia com base em uma pesquisa documental exaustiva. Sua grande missão historiográfica era descentralizar a narrativa oficial do país — historicamente focada no eixo Rio-São Paulo —, demonstrando o protagonismo fundamental da Bahia na manutenção e na formação do território nacional.
Este livro é a grande crônica cívica e militar da guerra de independência no Nordeste. A obra relata com precisão cirúrgica os intensos conflitos ocorridos entre 1822 e 1823, que culminaram na data magna do 2 de Julho de 1823, quando as tropas coloniais portuguesas, lideradas pelo Brigadeiro Madeira de Melo, foram definitivamente expulsas de Salvador.
O grande trunfo histórico da obra de Brás do Amaral é estilhaçar o mito de que a Independência do Brasil foi um processo puramente diplomático e pacífico, resolvido apenas com o "Grito do Ipiranga" por D. Pedro I. Ele retrata a Independência como uma guerra sangrenta, popular e visceral. O autor mapeia as trincheiras, a tática militar do cerco a Salvador, o heroísmo da Batalha de Pirajá e a importância estratégica de figuras como o General Labatut e o almirante mercenário Lord Cochrane. Mais do que isso, ele eterniza heróis e heroínas populares, como a freira mártir Joana Angélica, o marinheiro João das Botas e a brava guerreira Maria Quitéria. A tese do livro é inabalável: foi a resistência baiana que garantiu de fato que o Brasil não se fragmentasse e consolidou a separação de Portugal.
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R$ 120,00Preço
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