Vicente de Paulo Barretto é um dos mais respeitados jusfilósofos e acadêmicos do Brasil. Com passagens marcantes por instituições de excelência (como UERJ, PUC-Rio e Unisinos), sua trajetória intelectual é profundamente ligada à defesa dos Direitos Humanos, à ética e à filosofia política. Mais do que um autor solitário nesta obra, Barretto atuou como um verdadeiro "maestro acadêmico". Para dar luz a este dicionário, ele coordenou um esforço monumental, reunindo a nata dos pesquisadores, juristas e filósofos do Brasil e do exterior para mapear o conhecimento jurídico ocidental.
A maioria dos dicionários de Direito (como o clássico De Plácido e Silva) foca em explicar termos técnicos e jargões processuais (o que é uma liminar, um habeas corpus, etc.). O Dicionário de Filosofia do Direito, por outro lado, é um mapa de ideias. Ele funciona quase como uma enciclopédia, onde cada verbete é, na verdade, um denso e profundo mini-ensaio escrito por um especialista.
A obra cruza séculos de pensamento, dissecando:
Os Grandes Pensadores: De Aristóteles e São Tomás de Aquino a Kant, Hegel, Hans Kelsen, Norberto Bobbio e Ronald Dworkin.
As Grandes Correntes: Jusnaturalismo (Direito Natural), Positivismo Jurídico, Realismo, Marxismo e Hermenêutica.
Os Grandes Conceitos: Justiça, Ética, Poder, Soberania, Bioética, Liberdade e Direitos Fundamentais.


