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Joaquim Paço d'Arcos (1908–1979), natural de Portugal (nascido em Lisboa, mas com parte da juventude vivida em Macau e Moçambique), foi um dos romancistas, dramaturgos e ensaístas mais lidos e respeitados de meados do século XX. Ele é frequentemente considerado o grande herdeiro literário de Eça de Queiroz no que diz respeito à dissecação moral e psicológica da burguesia e da aristocracia decadente de Lisboa.

Com uma prosa clássica, polida e de profunda densidade psicológica, Paço d'Arcos não era um autor de vanguardas experimentais, mas sim um mestre do realismo urbano. Ele transitava pelos salões da elite, pelos bastidores da política e da alta finança, capturando as angústias existenciais, a hipocrisia e o vazio moral de uma sociedade que vivia sob a estagnação e o conservadorismo do regime do Estado Novo (Salazarismo), usando a literatura como um espelho rigoroso do seu tempo.
a Crônica da Vida Lisboeta é um afresco monumental composto por seis romances interdependentes, publicados originalmente entre as décadas de 1930 e 1950. Os volumes que compõem este ciclo são:Herói Derradeiro (1933)Ansiedade (1940)O Caminho da Culpa (1944)Tons Verdes em Fundo Escuro (1946)Espelho de Três Faces (1950)A Corça Prisioneira (1956)Juntos, esses romances traçam um panorama exaustivo de Lisboa ao longo de mais de vinte anos. O autor cruza o destino de dezenas de personagens — banqueiros ambiciosos, mulheres presas a casamentos de conveniência, intelectuais frustrados, jovens desiludidos e aristocratas falidos. O tema central que perpassa a obra é o choque entre as aparências sociais intocáveis e a degradação interior dos indivíduos. Paço d'Arcos mapeia como o dinheiro, o poder e as conveniências sociais esmagam os ideais de amor, justiça e liberdade.

Crônica da Vida Lisboeta

R$ 150,00Preço
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