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Nascido no norte da África (na atual Argélia), Agostinho de Hipona (354–430) é, indiscutivelmente, o maior arquiteto intelectual do cristianismo ocidental e a ponte filosófica definitiva entre a Antiguidade Clássica e a Idade Média. Dono de uma juventude inquieta e de uma brilhante formação retórica, ele fundiu a profundidade do pensamento neoplatônico com a revelação cristã, criando uma estrutura teológica que dominaria a Europa por mais de um milênio. Agostinho não foi apenas um bispo e polemista formidável que definiu dogmas centrais sobre a graça e o tempo, mas também o primeiro grande explorador da interioridade e da psicologia humana, consolidando-se como um gigante cuja envergadura atrai não apenas teólogos, mas também filósofos e psicanalistas para as estantes do seu sebo.

Escrita sob o impacto catastrófico do saque de Roma pelos visigodos em 410, esta obra-prima nasceu para rebater a acusação de que a queda do Império era culpa dos cristãos, mas transformou-se na primeira grande filosofia da história do Ocidente. Agostinho traça a visão monumental de que a humanidade é movida por dois amores que fundaram duas esferas espirituais distintas: a "Cidade dos Homens" (erguida pelo amor-próprio e pela busca do poder, fadada à ruína) e a "Cidade de Deus" (erguida pelo amor divino, eterna e peregrina neste mundo). Para o seu catálogo, este é um clássico de peso absoluto e liquidez inquestionável, indispensável para estudiosos de Ciência Política, História Medieval e Teologia, alcançando alto valor comercial e prestígio caso se trate de edições consagradas, como as da Fundação Calouste Gulbenkian ou da Editora Vozes.

A Cidade de Deus

R$ 600,00Preço
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