Gustavo Barroso (1888–1959), natural do Brasil (nascido em Fortaleza, Ceará), foi um intelectual de imensa projeção em sua época, atuando como folclorista, advogado, primeiro diretor do Museu Histórico Nacional e presidente da Academia Brasileira de Letras. No entanto, sua trajetória intelectual é intrinsecamente ligada à sua militância política na década de 1930: Barroso foi o principal ideólogo e o líder da ala mais extremada da Ação Integralista Brasileira (o movimento de inspiração fascista no Brasil). Dono de uma prosa beligerante, nacionalista e frequentemente permeada por um feroz antissemitismo, ele utilizou a historiografia como uma ferramenta ideológica ativa. Seu objetivo era reescrever e interpretar a história do Brasil atacando o liberalismo, o comunismo e, sobretudo, o que ele definia como as forças ocultas do "imperialismo financeiro internacional".
Publicada originalmente em 1934, Brasil - Colônia de Banqueiros é uma das obras mais representativas do pensamento econômico e conspiratório do autor. Neste livro, Barroso realiza um amplo e detalhado levantamento de todos os empréstimos externos contraídos pelo Estado brasileiro, desde as negociações para o reconhecimento da Independência até os primeiros anos da Era Vargas, com foco constante nas relações do país com grandes casas bancárias europeias, como a dos Rothschild.
A tese central da obra é implacável: para Barroso, a dívida externa nunca foi um instrumento de progresso, mas sim um mecanismo de escravização econômica. Ele argumenta que os acordos financeiros sucessivos sangraram a riqueza nacional e mantiveram o Brasil subjugado, transformando a nação soberana em uma mera "colônia" operada a serviço dos banqueiros internacionais.
Brasil - Colonia de Banqueiros (História dos emprestimos de 1824 a 1934)
Autor: Gustavo Barroso
Editora: Civilização Brasileira
Ano de publicação: 1935
Especificações: Bom estado de conservação
Encadernação: Capa Dura
Estado: 5/5


