Jean Ferré (1929–2006), natural da França, foi um historiador, jornalista, crítico de arte e um dos mais brilhantes pesquisadores modernos das origens da Maçonaria. Profundamente ligado à Grande Loja Nacional Francesa (GLNF), Ferré construiu uma reputação de absoluto rigor acadêmico. Ele rejeitava frontalmente o ocultismo fantasioso e as lendas românticas infundadas que frequentemente poluem a literatura maçônica. Em vez de especulação, sua abordagem era cirúrgica e documental: ele mergulhava na análise estrita de estatutos medievais antigos, nos arquivos das corporações de ofício e na arquitetura gótica, buscando a verdadeira gênese da Ordem na pedra e no documento.
A obra traça a longa e complexa transição evolutiva da Ordem. O ano de 1248 remete à promulgação dos famosos Estatutos de Bolonha (um dos mais antigos documentos conhecidos que regulamentavam as corporações de ofício e construtores de catedrais, a chamada Maçonaria "Operativa"). A partir desse marco, Ferré narra como essas antigas guildas medievais foram gradualmente aceitando membros não-construtores (os "aceitos"), até culminar em 1782, o ano do histórico Convento de Wilhelmsbad. Este congresso europeu foi o divisor de águas que reorganizou a Maçonaria "Especulativa" (filosófica), sepultando as lendas literais de descendência dos Cavaleiros Templários e formatando os ritos modernos.
A História da Franco-Maçonaria (1248-1782)
Autor: Jean Ferré
Editora: Madras
Ano de publicação: 2003
Especificações: Bom estado de conservação
Encadernação: Capa Brochura
Estado: 5/5


